 A Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso desenvolverá na semana dos dias 25 a 30 de janeiro atividades de combate a Hanseníase. Ao longo desta semana diferentes ações serão realizadas e no dia 29 de Janeiro de 2010 acontecerá o “I Encontro de pacientes e ex-pacientes de Hanseníase do Estado de Mato Grosso.”
O IDEP se fará presente neste evento e tem dado apoio as ações, uma vez que é parceiro da SES em diferentes programas, atuando de forma complementar para que haja melhoria nas ações para mobilizar a comunidade acerca da Hanseníase.
Embora estejamos na primeira década do Terceiro Milênio e a Organização Mundial da Saúde (OMS) esteja anunciando a eliminação da Hanseníase como problema de saúde pública, isto é, chegar a uma prevalência de menos de um paciente para cada 10.000 habitantes, a doença continua sendo um sério problema no mundo.
Atualmente, a maior prevalência da Hanseníase se encontra no Sudeste Asiático, seguido de regiões da África e das Américas. No entanto, o Brasil é o segundo país com o maior número de casos registrados, estando atrás apenas da Índia.
No Brasil, após a assinatura do compromisso para a eliminação da Hanseníase, em 1991, de acordo com informações colhidas pelo centro de hanseníase, houve uma redução da prevalência de 60%, em decorrência das altas por cura, no entanto, houve um aumento na detecção de casos novos em mais de 100%. No Mato Grosso há a existência de casos e em durante boa parte do desenvolvimento de estudos sobre a doença responsabilizou-se o clima como tendo um papel considerável na disseminação da doença, porque os países e regiões onde a Hanseníase é endêmica se localizam nas áreas onde o clima é tropical ou subtropical.
No entanto, sabe-se que essa distribuição está mais ligada às condições sócio-econômicas do que climáticas e a doença esta associada a tuberculose e a poliomielite, isto é, muitas pessoas se infectam, mas poucas adoecem. Fatores que teriam influência no aparecimento da moléstia seriam as deficiências proteíno-calóricas, com as consequentes implicações na formação de fatores imunitários, e mais a promiscuidade, a falta de higiene e a miséria geral.
A Hanseníase não teria a importância que tem se fosse apenas uma doença de pele contagiosa. No entanto, é a sua predileção pelos nervos periféricos que causa as incapacidades e deformidades, que são responsáveis pelo medo, pelo preconceito e pelos tabus que envolvem a doença. Assim, esta doença é contagiosa e deforma seu portador.
Para que haja bom êxito no desenvolvimento de ações direcionadas a estas doenças, é fundamental a adesão do paciente, o seu monitoramento constante para identificar possíveis manifestações de toxicidade. As identificações dos casos de Hanseníase e de Tuberculose bem como o encaminhamento para a quimioterapia efetiva continuam sendo as principais ações de controle destas doenças. No momento atual, houve a inserção de um tratamento com poliquimioterapia, em que os pacientes são tratados no próprio convívio familiar, uma vez que iniciado o tratamento, não mais se transmitem as doenças.
Assim, essa mobilização referente ao Dia Mundial de Combate a Hanseníase é uma ação fundamental para que se minimize o preconceito, uma vez que há tratamento com possibilidade de cura para a doença quando as orientações médicas são seguidas.
Lembre-se:
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